A menina de ontem, a mulher de hoje

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A menina de ontem nunca imaginou ser a mulher de hoje.

A menina de ontem sonhava em crescer, formar-se, ter filhos. Sonhava em ser uma princesa, uma presidente e uma professora. Sonhava em ser grande. Sonhava em grande. Sonhava como grande. Sonhava em ser um pouco mais sociável, mais inteligente, mais capaz.

A mulher de hoje cresceu. Formou-se. Ainda não casou ou teve filhos. Não é princesa, não como pensava. Não é presidente, mas quer mudar o mundo (ou pelo menos tentar, porque utopias também são alguma coisa não é verdade?). E não é professora, como imaginava, mas ensina a alguns o pouco que sabe. É grande em tamanho, mas ainda pequena em tanta coisa. Ainda sonha como grande. É um pouco mais sociável, mais inteligente, mais capaz. Mas falta muito mais!

A pergunta que muitos se colocam e eu, por fim, também é: a menina de ontem está feliz com a menina de hoje? A resposta é: sim e não. Sim porque a menina de ontem, que hoje se tornou mulher, cresceu, aprendeu muita coisa e hoje é alguém que certamente a menina de ontem desejaria conhecer e ser. Mas, por outro lado não, porque a menina de ontem quer mais, ser mais, saber mais. A mulher de hoje ainda não parou por aqui, porque os sonhos de ontem ainda não acabaram e os de hoje ainda estão por cumprir…

Por resumo e conseguinte: Não deixe de crescer, conhecer, florescer e ser. Não deixe de ver novos horizontes, oportunidades e (porque não) felicidades. Não se esqueça de levantar, e até mesmo aprender com as falhas e os desencantos do porvir.

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Revisão de 2015

O que dizer deste ano que passou mais depressa do que imaginei?
Entre os stresses dos exames nacionais, a indecisão do curso a selecionar, os nervos de saber se entrei ou não, a emoção de pisar num ambiente diferente, conhecer pessoas novas, deixar algumas outras para trás, manter o essencial. Manter acima de tudo o foco! Muitas outras novidades encheram o ano de repleta alegria (e por vezes grande tristeza). Este ano foi um ano de novidades, de auto-conhecimento, descobertas e muitas outras coisas. Aprendi tanto! E ainda há muito para aprender… A estrada é longa…

Aprendi muitas coisas novas…
Aprendi como fazer canapés. Aprendi como se faz um trabalho (a sério). Aprendi a servir. Aprendi a ser turista na minha própria cidade… E noutras cidades…

Creio no entanto que o ano pareceu curto… Deixou aquele gostinho de “quero mais”… Queria ter tido mais tempo… Queria ter conhecido mais pessoas, aproveitado oportunidades, abraçado mais pessoas… Tanta coisa que deixamos por fazer não é? Mas, o lado bom é que ainda há um outro longooo (ou curto) ano pela frente. Que trará novas surpresas. Mais novidades. Quem sabe muitas outras alegrias (e talvez algumas lágrimas também).

Fecha-se um ciclo. Abre-se outro.
Que seja bom. Que nos renove.

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Deixa partir…

Image Credit: Unsplash

Na vida agarramo-nos a ideias, a pessoas, a momentos, a memórias, a tudo o que nos pareça especial. Temos que aprender a largar, a deixar ir. É como puxar uma corda que não leva a lado algum e não traz nada. É como insistir no vazio. Não vale a pena. Deixemos ir…

Eu nunca soube deixar partir porque despedidas entristecem. Mas isso não faz parte daquilo que chamamos de crescer não é? Crescer é partir, e partir é crescer. Ou pelo menos saber fazê-lo. Não, ninguém nos dá nenhum curso intensivo sobre como partir e deixar partir. Aprendemos com o decorrer da vida. Com a experiência e com o que retiramos dela. Aprendemos a deixar partir deixando e aprendemos a partir partindo.

Não é fácil e não parece bonito naquele instante. Mas é necessário, extremamente necessário. As pessoas por vezes mudam, ou alteram o caminho. Não podemos seguir na rota delas, temos que fazer a nossa e seguir os passos que temos a percorrer e isso não inclui o mundo todo. Por vezes inclui pessoas imprevisíveis e exclui outras que acreditávamos ser para a vida toda. Mas a vida toda é muito tempo e não medimos as pessoas pela duração da permanência e sim pelas memórias boas ou más que nos deixam.

Então eu deixo partir. Porque sou livre de o fazer e porque não acho justo prender quem já não pertence aqui. Deixemos ir… E se eu partir, deixa-me ir. Porque também sou livre de fazê-lo e não é justo prender-me se eu já não pertencer ali. Logo eu, que sou como os pássaros? Vejo um mundo pela frente e quero explorá-lo. A curiosidade nunca veio em caixas… Portanto deixa partir, a descoberta avizinha-se e ainda à muito por ver… Deixa partir…